segunda-feira, 28 de julho de 2014

2ª série-turmas 2006;2007;2008;2009 - Texto 2: Microbiota

 MICROBIOTA NORMAL - refere-se à população de microrganismos que habita a pele e às mucosas de pessoas normais e sadias A microbiota normal pode ser classificada em: Residente: consiste em microrganismos encontrados com regularidade em determinada idade e área da superfície, sendo perturbada, recompõe-se com facilidade Transitória: consiste em microrganismos não patogênicos ou potencialmente patogênicos que permanecem na pele ou mucosa por horas, dias ou semanas, provenientes do meio externo, não provocando doença e não se estabelecendo em definitivo na superfície
FUNÇÃO - Impedir a colonização por patógenos do meio externo e o possível desenvolvimento de doença por meio de interferência bacteriana Ajudar na absorção de nutrientes
OBS: Os membros da microbiota normal são inócuos e podem ser benéficos ao hospedeiro em sua localização normal e na ausência de anormalidades concomitantes. OBS: Quando os microrganismos da microbiota residente são introduzidos em locais estranhos e em grande quantidade, e na presença de fatores predisponentes, podem provocar doença.
MICROBIOTA NORMAL DA PELE Devido ao grande contato com o meio ambiente, a pele está propensa a abrigar microrganismos transitórios A pele apresenta uma microbiota residente bem definida e constante, diferenciada na região anatômica por secreções, uso habitual de roupas ou proximidade de mucosas (boca, nariz e áreas perineais)
Microbiota normal da pele Os microrganismos residentes predominantes são: bacilos difteróides aeróbios e anaeróbios; estafilococos aeróbios e anaeróbios não hemolíticos; bacilos gram (+) aeróbios, estreptococos alfa-hemolíticos e enterococos; bacilos coliformes gram(-) e Acinetobacter; fungos e leveduras nas pregas cutâneas; micobactérias não patogênicas em áreas ricas em secreções sebáceas O pH baixo, os ácidos graxos nas secreções sebáceas e a lisozima podem ser fatores importantes para eliminação da flora não residente da pele A sudorese profusa, a lavagem e o banho não conseguem eliminar ou modificar significativamente a flora residente normal
MICROBIOTA DA BOCA e das vias aéreas superiores Ao nascimento, as mucosas da boca e da faringe quase sempre são estéreis, podendo ser contaminadas durante a passagem pelo canal de parto Nas primeiras 4-12h de vida, os Streptococcus viridans colonizam, e se tornam os membros mais importantes da microbiota residente, permanecendo por toda vida No início da vida, aparecem os estafilococos aeróbios e anaeróbios, os diplococos gram(-), os difteróides e lactobacilos,Com a dentição, acrescenta-se a esse meio espiroquetas anaeróbias, espécies de Prevotella, espécies deFusobacterium... As leveduras, principalmente espécies de Candida, são encontradas na boca A microbiota do nariz consiste em corinebactérias, estafilococos e estreptococos Na faringe e traquéia encontramos estreptococos alfa-hemolíticos e não hemolíticos, neissérias, estafilococos, difteróides, pneumococos, Haemophilus, Mycoplasma e Provetella Os bronquíolos e alvéolos são normalmente estéreis.
MICROBIOTA NORMAL DO TRATO INTESTINAL Microbiota normal do trato intestinal Ao nascimento o intestino é estéril Os microrganismos são introduzidos através dos alimentos Nos lactentes amamentados ao seio, o intestino é repleto de microrganismos aeróbios e anaeróbios, Gram(+) e imóveis, destacando-se os estreptococos e lactobacilos produtores de ácido láctico Nos lactentes alimentados com mamadeiras, a microbiota intestinal tende a ser mais mista, com menor quantidade de lactobacilos.O esôfago contém microrganismos provenientes da saliva e dos alimentos O nível de microrganismos no estômago mantém-se em nível mínimo devido a acidez gástrica O pH ácido do estômago protege o indivíduo de infecções por alguns patógenos entéricos À medida que o pH do conteúdo intestinal se torna alcalino, a microbiota residente aumenta gradualmente.
No cólon 96-99% da microbiota residente é constituída de anaeróbios: especies de Bacterioides, principalmente B. fragilis; espécies de Fusobacterium; lactobacilos anaeróbios; clostrídios (Clostridium perfringens) e cocos gram(+) anaeróbios 1-4% da microbiota normal do cólon é constituída de aeróbios facultativos 10% dos traumatismos intestinais leves podem induzir a bacteremia transitória.
As bactérias intestinais são importantes na síntese de vitamina K, conversão de pigmentos e ácidos biliares , absorção de nutrientes e produtos de degradação e no antagonismo a patógenos microbianos A microbiota intestinal produz amônia e outros produtos de degradação que são absorvidos pelo organismo Nos seres humanos, a administração de antimicrobianos pode suprimir temporariamente os membros da microbiota fecal suscetíveis a fármacos
 MICROBIOTA NORMAL DA URETRA A uretra anterior de ambos os sexos contém pequeno número de microrganismos provenientes da pele e períneo Os microrganismos aparecem regularmente na urina normal eliminada 7 . Microbiota normal da vagina Após o nascimento, aparecem lactobacilos aeróbios que persistem enquanto o pH estiver ácido(várias semanas) Quando o pH se torna neutro( até a puberdade), aparece uma flora mista composta de cocos e bacilos
 MICROBIOTA NORMAL DA VAGINA Na puberdade os lactobacilos aeróbios e anaeróbios reaparecem em grande quantidade e contribuem para manutenção do pH ácido Quando os lactobacilos são suprimidos por algum agente antimicrobiano, as leveduras ou bactérias aumentam em número, causando inflamação e irritação local Após a menopausa, os lactobacilos diminuem em número, e reaparece uma flora mista.
 A microbiota vaginal normal é constituída de estreptococos hemolíticos do grupo B, estreptococos anaeróbios, espécies de Provetella, clostrídios, Gardnerella vaginalis, Ureaplasma urealyticum e algumas espécies de Listeria ou Mobiluncus O muco cervical contém lisozima e possui atividade antibacteriana.

MICROBIOTA NORMAL DO OLHO Os microrganismos predominantes da conjuntiva são difteróides, Staphylococcus epidermides e estreptococos não hemolíticos. Com frequência, encontramos espécies do gênero Neisseriae e bacilos gram (-) semelhantes a Haemophylus ( espécies de Moraxella) A microbiota da conjuntiva é controlada pelo fluxo de lágrimas (contém lisozima) 

2ª série -turmas 2006;2007;2008.2009 - Texto 1: Homeostase

HOMEOSTASE
Definição: Esse termo é utilizado para designar a manutenção das condições estáveis ou constantes no meio interno. Essencialmente, todos os órgãos e tecidos do corpo desempenham funções interrelacionadas que ajudam a manter constantes tais condições.

TRANSPORTE DO LÍQUIDO EXTRACELULAR
 Sistema Circulatório 
O  líquido extracelular é transportado por todo o corpo em duas etapas: a primeira por meio do movimento do sangue pelos vasos sanguíneos e a segunda pelo movimento do líquido entre os capilares sanguíneos e as células. À medida que o sangue atravessa os capilares, produz-se também um intercâmbio contínuo de líquido extracelular entre a porção de plasma de sangue e o líquido intersticial que ocupa os espaços entre as células. Os capilares são permeáveis à maioria das moléculas presentes no plasma sanguíneo, com exceção de proteínas, podendo tais moléculas se difundirem em ambos os sentidos entre o sangue e os espaços tissulares. Deste modo, o líquido extracelular de qualquer zona do corpo, tanto do plasma quanto dos espaços intersticiais, se encontra em um processo de mescla contínuo, mantendo assim uma homogeneidade quase completa desses líquidos em todo o corpo.

 ORIGEM DOS NUTRIENTES DO LÍQUIDO EXTRACELULAR
Sistema Respiratório
Cada vez que o sangue passa pelo corpo, flui também pelos pulmões.  O sangue capta oxigênio nos alvéolos, que é necessário às células.
Trato Gastrointestinal
Uma grande quantidade de sangue bombeada pelo coração atravessa também as paredes do trato gastro-intestinal, onde absorve nutrientes dissolvidos, tais como carboidratos, ácidos graxos e aminoácidos.
 Fígado e outros órgãos que desempenham funções metabólicas
Nem todas as substâncias absorvidas no trato gastro-intestinal podem ser utilizadas pelas células na forma em que foram absorvidas.  O fígado transforma a composição química de muitas dessas substâncias em formas mais utilizáveis, e outros tecidos do corpo, como os adipócitos, a mucosa gastrointestinal, os rins e as glândulas endócrinas, ajudam a modificar as substâncias absorvidas ou armazenadas.
 Sistema musculoesquelético
Esse sistema permite que o corpo se desloque até o lugar correto, no momento adequado, para obter os alimentos necessários para a nutrição. Além disso, proporciona mobilidade para proteger-se das condições adversas circundantes, evitando que o organismo e os mecanismos homeostáticos sejam destruídos.

ELIMINAÇÃO DOS PRODUTOS FINAIS DO METABOLISMO
 Pulmões: ao mesmo tempo que o sangue capta oxigênio nos pulmões, libera também dióxido de carbono, que é o produto final mais abundante do metabolismo.
 Rins: À medida que o sangue passa pelos rins, elimina a maior parte de substâncias contidas no plasma e que não são necessárias às células. Essas substâncias consistem em diferentes produtos finais do metabolismo celular, tais como uréia e ácido úrico. Também contêm os excessos de íons e água dos alimentos que se acumularam no líquido extracelular.

REGULAÇÃO DAS FUNÇÕES CORPORAIS
 Sistema Nervoso
O sistema nervoso está composto por três porções principais: a porção sensitiva aferente, o sistema nervoso central e a porção motora eferente. Os receptores sensitivos detectam o estado do corpo ou o estado do entorno. O encéfalo tem a capacidade de armazenar a informação, gerar pensamentos e determinar reações em resposta às sensações. Os sinais apropriados se transmitem posteriormente através da porção motora eferente.
Uma grande parte do sistema nervoso se denomina sistema autônomo. Opera em um nível subconsciente e controla muitas funções dos órgãos internos, tais como a atividade de bombemento do coração, os movimentos gastrointestinais e as secreções glandulares.
Sistema Hormonal
No corpo existem oito glândulas endócrinas principais que secretam substâncias chamadas hormônios. Os hormônios são transportados no líquido extracelular a qualquer parte do corpo para ajudar a regular a função celular. Por exemplo, a insulina controla o metabolismo da glicose.
ü  O sistema nervoso regula fundamentalmente as atividades musculares e secretoras do corpo, enquanto que o sistema hormonal regula principalmente as funções metabólicas.

 REPRODUÇÃO

A reprodução ajuda a manter a homeostasia, gerando novos seres que ocupam o lugar dos que morrem. Porém, essa homeostasia já deve ser analisada em um nível maior, o de populações ou mesmo de comunidades (quando se analisam várias espécies). Com a reposição dos indivíduos, mantém-se uma baixa entropia, já que organismos vivos possuem uma estrutura organizada, de baixa entropia.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Turmas 3005 e 3006 - Para estudar mais -Sucessão Ecológica

3ª série-Sucessão Ecológica

http://www.youtube.com/watch?v=QvJZOucVFSU&feature=player_embedded#!

Turmas 3005 e 3006 - Para estudar mais Biomas Brasileiros

3ª série - Os principais biomas brasileiros.


3ª série
Os principais biomas brasileiros.
Cerrado

http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_id=2676


Caatinga

http://tvescola.mec.gov.br/index.php?item_id=2678&option=com_zoo&view=item



Pantanal
http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_id=2683

Mata Atlântica
http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_id=2684

Amazônia

http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_id=2686

Turmas 2006.2007.2008.2009 Para estudar mais Histologia

2ª série

Estudo dos tecidos - Histologia
Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=pRU8RT13RBA

Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=ZRSJ6c8OFG0

Parte 3 -Tecido Conjuntivo I
http://www.youtube.com/watch?v=OETvIln3M0k

Parte 4
Tecido Conjuntivo II
http://www.youtube.com/watch?v=-sWfBW6w1hY

Parte 5
Tecido hematopoético e tecido muscular
http://www.youtube.com/watch?v=n-DjFeY4Rw0

Parte 6
Tecido hematopoético e tecido muscular
http://www.youtube.com/watch?v=cBjkVabzFVQ

Parte 7

Tecido nervoso  I
http://www.youtube.com/watch?v=sWAiXQJ1hGA

Parte 8
Tecido nervoso  II
http://www.youtube.com/watch?v=AQh1B9wFjW4

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Turmas 2006/2007/2008/2009- Histologia Vegetal

HISTOLOGIA VEGETAL
Assim como nos animais, as células vegetais associam-se umas às outras formando tecidos, ou seja, unidades com estruturas e funções específicas. Os tecidos vegetais podem ser divididos em: tecidos meristemáticos, tecidos de revestimento, tecidos fundamentais e tecidos vasculares.

TECIDOS MERISTEMÁTICOS
Os tecidos meristemáticos são responsáveis pela formação dos demais tecidos e pelo crescimento das plantas. Eles são formados por células pequenas e com grande capacidade de divisão através da mitose. Os tecidos meristemáticos podem ser classificados como primários ou secundários.
Os meristemas primários são responsáveis pelo crescimento longitudinal (crescimento primário) das plantas. São encontrados principalmente no ápice dos caules e das raízes. Existem três tipos de meristemas primários, sendo que cada um deles é responsável pela formação de um tipo específico de tecido: protoderme (origina a epiderme), meristema fundamental (origina os tecidos fundamentais) e procâmbio (origina os tecidos vasculares).
Os meristemas secundários ocorrem nas plantas que apresentam crescimento em espessura (crescimento secundário). São formados por células adultas que se desdiferenciam e recuperam a capacidade de divisão mitótica. O felogênio e o câmbio são meristemas secundários. O primeiro é responsável pela formação de camadas da periderme e, o segundo, pela formação do floema e xilema secundários.

TECIDOS DE REVESTIMENTO
Os tecidos de revestimento, além de protegerem mecanicamente as superfícies externas das plantas, também realizam funções como aeração dos tecidos internos e reduzem a perda de água. Existem dois tipos de tecidos de revestimento: a epiderme e a periderme.
A epiderme é o tecido primário de revestimento. As células epidérmicas das partes aéreas das plantas secretam uma substância chamada de cutina. A cutina forma uma camada impermeabilizante chamada de cutícula. A cutícula, entre outras funções, evita a perda de água e protege a planta de choques mecânicos. Entre as células da epiderme existem as células-guarda. As células-guarda controlam a abertura de pequenos poros da epiderme chamados de estômatos. Através dos estômatos ocorre a entrada e a saída de gases da planta. A epiderme também pode apresentar apêndices chamados de tricomas como, por exemplo, os pêlos radiculares,
Em plantas com crescimento em espessura (secundário) a epiderme é usualmente substituída pela periderme. A periderme possui três camadas: a feloderme, o felogênio e o súber. O felogênio é um tecido meristemático que origina o súber para fora e a feloderme para dentro.

TECIDOS FUNDAMENTAIS
Os tecidos fundamentais são representados pelos parênquimas e pelos tecidos de sustentação.
Os parênquimas são tecidos que ocorrem em diversas partes das plantas. Alguns exemplos de parênquima são o clorofiliano, o amilífero, o aerífero e o aqüífero. O parênquima clorofiliano possui células com grande quantidade de cloroplastos, sendo o principal local de realização da fotossíntese. O parênquima amilífero possui células que armazenam amido como substância de reserva. O parênquima aerífero acumula ar em seu interior permitindo, por exemplo, a flutuação de plantas aquáticas. Já o parênquima aqüífero armazena água em seu interior e é muito comum em plantas de clima seco.
Os tecidos de sustentação são de dois tipos: o colênquima e o esclerênquima. O colênquima é formado por células vivas e flexíveis sendo especialmente adaptado à sustentação de órgãos em crescimento. O esclerênquima é formado por células mortas e muito resistentes. Suas células são impregnadas por uma substância chamada lignina que confere rigidez às células.

TECIDOS VASCULARES
Os tecidos vasculares transportam substâncias ao longo da planta. Existem dois tipos de tecidos vasculares: o xilema e o floema.
O xilema é o principal condutor de água e nutrientes (seiva bruta) das raízes até as folhas da planta. O xilema é composto principalmente por dois tipos de célula: os elementos de vaso e os traqueídes. Os elementos de vaso são células alongadas que se dispõem em sequência formando vasos condutores. Suas paredes apresentam perfurações que permitem a comunicação entre elementos adjacentes. Os traqueídes também são células alongadas e dispostas sequencialmente. Suas paredes possuem pequenos poros chamados de pontuações.
O floema é o principal condutor de substâncias orgânicas (seiva elaborada) originadas da fotossíntese. Os elementos crivados e as células companheiras são as principais células condutoras do floema e, assim como as células do xilema, encontram-se dispostos na forma de feixes. Os elementos crivados possuem uma área repleta de poros através dos quais as células adjacentes se comunicam. As células companheiras são células parenquimáticas, dispostas ao lado dos elementos crivados, que auxiliam na condução das substâncias.

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TURMAS 2006/ 2007/2008/2009- Histologia Animal

A HISTOLOGIA (do grego histos= tecido ou teia) é o estudo da formação, estrutura e função dos tecidos biológicos. Os tecidos são grupos organizados de células que realizam funções específicas no organismo. Existem quatro tipos básicos de tecidos: tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso. Cada um deles apresenta organização e funções características.

TECIDO EPITELIAL
O tecido epitelial, ou epitélio, desempenha diversas funções no organismo. Ele reveste e protege as superfícies internas e externas do corpo, absorve e secreta substâncias e capta estímulos sensoriais. Suas células encontram-se sempre bem próximas umas das outras e há pouco ou nenhum espaço intercelular. Não existem vasos sanguíneos no interior do epitélio, por isso o tecido é chamado de avascular. Existem dois tipos de tecido epitelial: o epitélio de revestimento e o epitélio glandular.
O epitélio de revestimento recobre as superfícies externas (por ex., a epiderme) e internas (por ex., o interior do intestino) do corpo. De acordo com o número de camadas de célula, o epitélio de revestimento é classificado em três tipos principais: simples, estratificado e pseudoestratificado. O epitélio simples é constituído por uma única camada celular. O estratificado apresenta duas ou mais camadas. O pseudoestratificado é um epitélio simples que possui células de diferentes alturas, dando a impressão de estratificação.
O epitélio glandular possui células que produzem e secretam diversas substâncias como, por exemplo, hormônios e enzimas digestivas. As glândulas podem ser classificadas como exócrinas (por ex. glândulas sudoríparas), quando possuem um ducto que elimina a secreção, e endócrinas (por ex. tireóide) quando não possuem ducto. Há um terceiro tipo de glândula, chamada de mista ou anfícrina, que apresenta porções endócrinas e exócrinas (por ex., o pâncreas)

TECIDO CONJUNTIVO
Diferentemente do tecido epitelial, as células do tecido conjuntivo encontram-se distantes umas das outras e, em geral, há uma grande quantidade de material intercelular entre elas. Dentre as diversas células do tecido conjuntivo podemos citar, por exemplo, os fibroblastos, os macrófagos e os adipócitos. O tecido conjuntivo é aquele de maior ocorrência e pode ser subdividido em: tecido conjuntivo propriamente dito, tecido adiposo, tecido cartilaginoso, tecido ósseo e tecido sanguíneo.
O tecido conjuntivo propriamente dito é classificado como frouxo ou denso. O tecido conjuntivo frouxo ocorre em praticamente todos os órgãos do corpo. Ele é composto por células, fibras e uma massa gelatinosa chamada de substância fundamental (ou amorfa). Entre suas células podemos citar os fibroblastos e os macrófagos. Os fibroblastos produzem as fibras e a substância fundamental. Os macrófagos detectam e digerem (fagocitam) substâncias estranhas e restos celulares.
Entre as fibras do tecido conjuntivo frouxo encontram-se as fibras colágenas e as elásticas. O tecido conjuntivo denso é caracterizado por uma grande quantidade de fibras de colágeno dispostas entre os fibroblastos. Ele pode ser encontrado nos tendões e nos ligamentos.
O tecido adiposo é formado por células adiposas. Estas células são capazes de armazenar uma grande quantidade de lipídios em seu interior. O tecido adiposo atua como reserva de energia e isolante térmico.
O tecido cartilaginoso é formado por fibras colágenas, fibras elásticas e um tipo de célula chamado de condrócito. O tecido cartilaginoso é resistente e flexível e pode ser encontrado, por exemplo, em regiões de articulações, na traquéia e no septo nasal. Alguns vertebrados, como os tubarões, possuem o esqueleto composto por tecido cartilaginoso. Porém, na maioria dos vertebrados, o esqueleto cartilaginoso é em grande parte substituído pelo tecido ósseo.
O tecido ósseo, caracterizado sua grande resistência, é formado principalmente por três tipos de células (osteoblastos, osteócitos e osteoclastos) e pela matriz óssea (substância intercelular). Osteoblasto é o nome dado à célula óssea jovem. Já os osteócitos são as células ósseas maduras. Os osteoclastos são células responsáveis pela degradação de partes lesadas ou velhas do tecido ósseo. A matriz óssea é composta principalmente por fibras colágenas e fosfato de cálcio, substância que confere a rigidez ao tecido.
O tecido sanguíneo é um tipo de tecido conjuntivo altamente especializado. O tecido apresenta uma grande quantidade de substância intercelular em estado líquido chamada de plasma. No plasma encontramos as hemácias (ou glóbulos vermelhos), diversos tipos de leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. O tecido sanguíneo, entre outras funções, realiza as trocas gasosas, transporta substâncias pelo organismo e o protege da invasão de agentes infecciosos ou corpos estranhos.

TECIDO MUSCULAR
O tecido muscular é um tecido altamente contrátil responsável pelos movimentos voluntários e involuntários do organismo. Ele é constituído principalmente por células alongadas chamadas de fibras musculares. No citoplasma das fibras musculares existem microfilamentos constituídos das proteínas contráteis, a actina e a miosina. O tecido muscular é classificado em três tipos: estriado esquelético, estriado cardíaco e liso.
O tecido muscular estriado esquelético é composto por longas fibras estriadas. Estas fibras possuem contração rápida e voluntária. Este tecido forma a maioria dos músculos do corpo garantido a sua sustentação e movimentação.
O tecido muscular estriado cardíaco também é composto por longas fibras estriadas. Sua contração é rápida, porém, involuntária. Este tipo de tecido é encontrado no coração.
O tecido muscular liso é formado por fibras sem estrias. Sua contração é lenta e involuntária. Este tecido pode ser encontrado, por exemplo, no tubo digestório ou nos ductos respiratórios.

TECIDO NERVOSO
O tecido nervoso integra todas as partes do organismo recebendo e desencadeando respostas a estímulos do meio externo ou interno. Este tecido é formado por dois tipos principais de células: os neurônios e as células da glia.
Os neurônios são as células responsáveis por receber e transmitir os impulsos nervosos. Cada neurônio apresenta três regiões fundamentais: os dendritos, o corpo celular e o axônio. Os dendritos são prolongações ramificadas que recebem os estímulos nervosos. O corpo celular é a região mais volumosa onde se encontra o núcleo e as organelas celulares. O axônio é um prolongamento do corpo celular por onde o impulso nervoso deixa o neurônio. Entre um neurônio e outro há sempre um pequeno espaço que é chamado de sinapse. Quando o impulso nervoso atinge a extremidade de um axônio, ele provoca a liberação de substâncias químicas chamadas de neurotransmissores. Os neurotransmissores se difundem através da sinapse e atingem os dendritos do axônio seguinte, dando continuidade a propagação do estímulo nervoso.
As células da glia (ou neuroglia) são células pequenas, mas numerosas, que se situam ao redor dos neurônios. Elas nutrem, protegem e sustentam os neurônios.